Hoje de madrugada, estando eu de plantão na DFRV, atendo a uma ligação do Copom da Policia Militar, reportando que um veículo com alerta de furto havia sido abordado nas proximidades da Vila Torres com dois individuos em seu interior. O condutor alegou aos policiais que o veículo não era produto de furto, pois ele era namorado do proprietário, residente no litoral do Paraná e tinha apanhado aquele veículo com o seu consentimento.
Inclusive estava com a chave e documentos do veículo. Liguei então para o noticiante lá no litoral. Aquela hora da madrugada pensei que ele nem iria atender, mas atendeu. Expus-lhe a situação e perguntei se ele conhecia de fato o fulano de tal. Disse que não, que o veículo tinha realmente sido furtado, ao estacioná-lo em frente de sua residencia com a chave no contato, pois saiu as pressas para ir ao banheiro, e quando saiu pra fora constatou que o mesmo havia desaparecido. Ligou para o 190 e deu o alerta de furto. Pois bem, desconfiado falei pra ele que falsa comunicação de crime tem pena prevista em lei, o cara que estava com seu veículo iria ser preso por receptação. Reafirmou que não conhecia mesmo aquela pessoa e que o veículo tinha de fato sido furtado. Liguei então para o Copom e disse para conduzir o abordado para nossa Delegacia. Enquanto isso já liguei pro escrivão expondo-lhe a situação. Quando o conduzido chegou lá fiz-lhe algumas perguntas e ele forneceu detalhes da vida do fulano lá do litoral, inclusive o número do seu celular. Mais, que moravam juntos!!! Então constatei que ambos realmente se conheciam. Nesse ínterim, o fulano me liga, e eu lhe informei que o conduzido estava ali na minha presença, falando de detalhes da sua vida, que moravam juntos e que o mesmo reafirmara que apanhou o veículo com seu consentimento. Aí com a voz firme eu ponderei ao fulano que não se tratava de furto e que ele, noticiante de uma falsa comunicação de crime, poderia ser preso por isso! Aí entrou em desespero e me perguntou o que deveria fazer. Disse apenas pra ele falar a verdade, e ele então abriu o jogo, que tinha sido instruido pra dar o alerta, que realmente o conduzido tinha apanhado o veículo com seu consentimento, mas não sabia que ele tinha subido pra Curitiba. Quando o escrivão chegou, contei-lhe a verdadeira história. O veículo foi apreendido, ouvido o conduzido em declaração e o fulano noticiante será ouvido posteriormente, quando lhe será aplicada no mínimo uma bela de uma admoestação! E assim foi mais uma situação, onde um cidadão, ao registrar uma falsa comunicação de crime, causou prejuízos ao serviço de segurança pública, pois os dois policiais militares, principalmente, que perderam horas com esta ocorrência, poderiam efetivamente estar patrulh

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